Reabilitação que começa pela pessoa

Cada criança.
Um caminho
singular.

ATIP — Abordagem de Terapia Intensiva Personalizada. Diferentes especialidades, um plano compartilhado e a criança no centro do cuidado.

Uma abordagem daRede Silvana Vasconcelos
de Reabilitação
Criança e profissional se abraçam em um ambiente de reabilitação, em fotografia do acervo institucional ATIP.
I.C.OInclusão. Cooperação. Oportunidade.

Um olhar para o todo.
Um plano para cada criança.

O ATIP organiza a reabilitação de crianças e adolescentes com alterações do desenvolvimento neuropsicomotor em torno de objetivos individuais, construídos com a família.

Criada pela fisioterapeuta Silvana Batista Ferreira, a abordagem reúne avaliação, planejamento e intervenções de diferentes áreas em um processo coordenado. A equipe compartilha informações e acompanha o que muda na vida da criança.

O ponto de partida é compreender capacidades, dificuldades, interesses e contexto familiar. A partir dessa escuta, são definidos os recursos, a intensidade e as metas do atendimento, com revisões ao longo do percurso.

Nos materiais institucionais, também denominada “Abordagem Terapêutica Intensiva Personalizada — ATIP I.C.O”.

I.

Inclusão

Participar da vida, da família, da escola e da comunidade.

C.

Cooperação

Conectar os saberes da equipe à experiência de quem cuida.

O.

Oportunidade

Criar condições para explorar habilidades e possibilidades.

Cinco pilares.
Uma mesma direção.

Cada pilar orienta uma decisão prática: quem participa, como a equipe se organiza, o que trabalhar e como acompanhar.

01

Multicompetência

Diferentes competências ampliam a compreensão das necessidades da criança. Cada profissional contribui dentro de sua formação e de suas atribuições.

Olhar ampliado
02

Interdisciplinaridade

Os profissionais compartilham avaliações e discutem o caso. As intervenções se conectam por objetivos comuns, em vez de constituírem ações isoladas.

Construção conjunta
03

Personalização

O plano considera habilidades, contexto, prioridades da família e tolerância da criança. As escolhas são revistas conforme suas necessidades.

Singularidade
04

Terapia intensiva

Tempo e frequência são organizados para oferecer oportunidades de prática. A intensidade deve ser individualizada, com pausas e respeito às condições clínicas.

Prática com propósito
05

Evidências científicas

A literatura orienta a seleção e a revisão das intervenções. A qualidade da evidência é considerada para cada técnica, objetivo e população atendida.

Decisões fundamentadas

Pilares apresentados no material institucional ATIP. Conheça o alcance das referências na seção Fundamentos e evidências.

O diagnóstico informa.
A criança orienta.

A proposta é voltada a crianças e adolescentes com necessidades de reabilitação relacionadas ao desenvolvimento motor, cognitivo, sensorial ou à comunicação.

Os materiais da Rede incluem paralisia cerebral, síndrome de Down, atrofia muscular espinhal (AME), transtorno do espectro autista (TEA), repercussões da prematuridade, lesões neurológicas e outras condições do neurodesenvolvimento.

Ter um diagnóstico não determina automaticamente a indicação do ATIP. A avaliação individual define a pertinência, as metas, os profissionais e a intensidade do acompanhamento.

Profissional e paciente durante atendimento em ambiente terapêutico do CGRN.Acervo CGRN — ver publicação original, nova aba
O cotidiano como horizonte

Brincar. Comunicar.
Mover-se. Participar.

Um percurso
construído junto.

Da primeira escuta à devolutiva, cada etapa ajuda a transformar necessidades em objetivos e objetivos em um plano de cuidado.

2 a 4horas por dia

Faixa descrita no documento institucional de 2024 para intervenções intensivas. A carga real depende da avaliação, da indicação e da tolerância de cada criança.

“Intensiva” se refere à organização da reabilitação. Não significa internação em UTI nem uma carga fixa para todas as crianças.

01

Escuta e escolha dos instrumentos

A história de saúde e desenvolvimento se encontra com as prioridades da família. A equipe seleciona instrumentos de avaliação adequados à idade, às habilidades e às perguntas clínicas.

Ponto de partida: necessidades, contexto e objetivos desejados.

02

Avaliação multidisciplinar

As áreas envolvidas avaliam função motora, atividades diárias, comunicação, alimentação, aspectos sensoriais, cognitivos e emocionais, conforme a necessidade do caso.

Registro inicial: capacidades e dificuldades a serem acompanhadas.

03

Discussão do caso

A equipe compartilha achados e integra perspectivas. As prioridades são discutidas com a família para construir uma direção comum de atendimento.

Alinhamento: o que é prioritário e como as áreas podem cooperar.

04

Plano terapêutico personalizado

São estabelecidas metas específicas e mensuráveis, intervenções, profissionais envolvidos, frequência e critérios de acompanhamento. O plano considera a rotina e as condições clínicas da criança.

Plano: objetivos, estratégias e forma de avaliar a evolução.

05

Intervenção e participação familiar

O plano é aplicado de forma coordenada, com atividades ajustadas às necessidades e à tolerância da criança. Pais e cuidadores recebem orientações para favorecer a participação no cotidiano.

Prática: experiências terapêuticas vinculadas às metas individuais.

06

Registro da evolução

Marcos, respostas às intervenções e dificuldades são documentados. Os registros ajudam a comunicar o percurso e a decidir o que precisa ser mantido ou adaptado.

Acompanhamento: registros clínicos relacionados aos objetivos.

07

Reavaliação

A equipe compara o desempenho ao registro inicial e às metas propostas, com instrumentos apropriados. A frequência e as estratégias são revistas quando necessário.

Revisão: o que mudou e o que precisa ser ajustado.

08

Devolutiva e próximos passos

Os achados são compartilhados com a família em linguagem compreensível. Conquistas, dificuldades e prioridades orientam as próximas decisões e a atualização do plano.

Continuidade: família e equipe com uma compreensão compartilhada.

Diferentes áreas.
Objetivos compartilhados.

A composição da equipe depende das necessidades da criança e dos serviços disponíveis em cada unidade. Nem todas as áreas são necessárias em todos os planos.

Equipe CGRN no encontro PC em Evidência, em fotografia publicada pelo perfil institucional.

Equipe CGRN no encontro PC em Evidência. Ver publicação original (nova aba)

Fisioterapia

Avaliação e intervenção voltadas à mobilidade, função motora, equilíbrio, controle postural e participação nas atividades.

Terapia ocupacional

Habilidades para brincar e realizar atividades diárias, incluindo aspectos motores finos, sensoriais e de autonomia.

Fonoaudiologia

Comunicação, linguagem e funções relacionadas à alimentação e à deglutição, conforme avaliação específica.

Psicologia e psicopedagogia

Aspectos emocionais, comportamentais, cognitivos e de aprendizagem. O plano pode incluir orientação e apoio à família.

Psicomotricidade e musicoterapia

Recursos que articulam movimento, expressão, interação e experiências terapêuticas, de acordo com os objetivos individuais e a atuação de profissionais qualificados.

Nutrição

Avaliação do estado nutricional, das necessidades alimentares e da rotina da criança, em diálogo com as demais áreas envolvidas.

Técnicas e abordagens citadas nos materiais ATIP

Os documentos mencionam treino de força, terapia aquática, Conceito Bobath, PediaSuit, Cuevas Medek, Modelo Denver, ABA, integração sensorial, comunicação alternativa (como PECS), PROMPT, reequilíbrio toracoabdominal, psicomotricidade, musicoterapia e neuromodulação.

Essa relação descreve o repertório dos materiais institucionais. Não significa que todas as técnicas integrem cada plano, que tenham o mesmo nível de evidência ou que sejam indicadas para qualquer condição. A seleção exige análise clínica, habilitação profissional e avaliação das evidências e da segurança para cada caso.

Tecnologia a serviço
do raciocínio clínico.

Instrumentos e recursos complementares ajudam a documentar aspectos do movimento e da função. A interpretação permanece ligada à avaliação profissional.

A.

Instrumentos de avaliação

O material institucional cita medidas e classificações como GMFM, GMFCS, MACS, CFCS e EDACS, além de avaliações específicas de cada área.

Medir evolução e classificar função são finalidades diferentes. A escolha do instrumento deve corresponder à pergunta clínica.

B.

Análise do movimento

Sensores inerciais e softwares são apresentados como recursos para registrar parâmetros do movimento, da marcha, da amplitude e do equilíbrio.

Dados objetivos complementam a observação e podem apoiar comparações ao longo do acompanhamento.

C.

Termografia e monitoramento

Os documentos descrevem termografia infravermelha e monitoramento de parâmetros fisiológicos, incluindo saturação de oxigênio durante o sono.

São recursos complementares quando indicados. Uma imagem térmica ou um registro isolado não estabelece diagnóstico nem substitui a investigação clínica.

Recursos descritos nos anexos fornecidos. Indicação, disponibilidade e configuração devem ser confirmadas com a unidade responsável pelo atendimento.

Silvana Vasconcelos, fisioterapeuta e criadora do ATIP, em retrato de seu canal autoral.Silvana Batista Ferreira · Silvana Vasconcelos

Experiência que se
transforma em cuidado.

O ATIP foi criado pela fisioterapeuta Silvana Batista Ferreira, conhecida profissionalmente como Silvana Vasconcelos, fundadora da Rede Silvana Vasconcelos de Reabilitação.

Graduada em Fisioterapia pela PUC Goiás em 2004, Silvana construiu sua trajetória na reabilitação neurofuncional pediátrica. Sua biografia pública relata sete anos de experiência nos Estados Unidos e atuação em diferentes contextos de atendimento infantil.

A proposta do ATIP reúne essa experiência em uma organização do cuidado centrada na criança, na cooperação entre profissionais e na participação familiar.

Leia a história contada por Silvana (abre em nova aba)

Clareza também
é uma forma de cuidar.

A literatura ajuda a fundamentar decisões. Conhecer o que foi estudado, em quem e com quais resultados é parte de uma leitura responsável.

O que as referências permitem afirmar?

Os documentos do ATIP relacionam estudos sobre componentes da reabilitação: prática intensiva, metas funcionais, intervenções específicas e trabalho entre especialidades. Esses estudos não são, por si só, ensaios de validação do ATIP como método completo.

Os efeitos e a qualidade da evidência variam entre intervenções e condições clínicas. Os materiais fornecidos não apresentam um ensaio clínico específico que demonstre a superioridade do conjunto ATIP em relação a outras formas de cuidado.

Diretriz clínica · 2022

Metas funcionais e prática de atividades

Jackman e colaboradores apresentam recomendações para a função física de crianças e jovens com paralisia cerebral, incluindo objetivos escolhidos com a pessoa e prática das tarefas relevantes.

Interventions to improve physical function for children and young people with cerebral palsy: international clinical practice guideline. DOI: 10.1111/dmcn.15055.
Consultar estudo sobre metas funcionais (nova aba)
Revisão sistemática · 2020

A evidência depende da intervenção

Novak e colaboradores organizam a evidência para prevenção e tratamento da paralisia cerebral. O trabalho destaca que diferentes intervenções têm diferentes níveis de apoio científico.

State of the Evidence Traffic Lights 2019. Current Neurology and Neuroscience Reports, 20(2):3. DOI: 10.1007/s11910-020-1022-z.
Consultar revisão de Novak (nova aba)
Ensaio clínico · 2015

Prática intensiva em um protocolo específico

Bleyenheuft e colaboradores estudaram o HABIT-ILE em 24 crianças com paralisia cerebral unilateral espástica. Os resultados são específicos dessa intervenção e dessa população; o protocolo estudado não é o ATIP.

Hand and Arm Bimanual Intensive Therapy Including Lower Extremity (HABIT-ILE). DOI: 10.1177/1545968314562109.
Consultar ensaio HABIT-ILE de 2015 (nova aba)
Ensaio clínico · 2023

Pesquisa sobre intervenção precoce

Um estudo de HABIT-ILE em crianças pequenas com paralisia cerebral unilateral avaliou função motora e atividades diárias. É uma referência adicional sobre prática intensiva, sem equivaler à avaliação do ATIP.

Changes Induced by Early Hand-Arm Bimanual Intensive Therapy Including Lower Extremities in Young Children With Unilateral Cerebral Palsy.
Consultar ensaio HABIT-ILE de 2023 (nova aba)

Seleção de referências para consulta; não constitui revisão sistemática de toda a literatura. Resultados de estudos não garantem resultados individuais.

Uma proposta clara.
Um plano verificável.

O nome da abordagem identifica a organização do cuidado. A análise de cada atendimento depende de informações clínicas e assistenciais específicas.

Para compreender uma solicitação de ATIP, é importante considerar os objetivos funcionais, os procedimentos propostos, os profissionais envolvidos, a carga terapêutica e os critérios de reavaliação.

Esta página apresenta a abordagem e suas fontes. Não substitui avaliação individual, relatório clínico ou decisão de cobertura, nem afirma credenciamento ou aprovação por operadoras ou órgãos reguladores.

Conheça a proposta
na fonte.

Consulte os materiais da Rede que fundamentam a descrição desta página e os estudos científicos vinculados acima.

Os arquivos reproduzem os materiais institucionais fornecidos. O documento de fundamentação contém observações editoriais e deve ser lido como material institucional, não como artigo científico publicado. As afirmações dos documentos devem ser avaliadas à luz das fontes e de suas limitações.

Entender faz
parte do cuidado.

Respostas diretas para famílias, profissionais e operadoras.

O ATIP é uma técnica única?

O ATIP é apresentado pela Rede como uma abordagem de organização da reabilitação: avaliação, plano personalizado, integração de profissionais, intervenção intensiva e acompanhamento. Pode reunir diferentes técnicas conforme as necessidades da criança. Não é sinônimo de PediaSuit, Bobath ou de qualquer outra técnica isolada.

O que significa I.C.O?

Inclusão, Cooperação e Oportunidade. Os termos expressam a atenção à participação da criança, à construção conjunta do cuidado e às possibilidades de desenvolvimento.

Qual é a diferença entre multidisciplinar e interdisciplinar?

Uma equipe multidisciplinar reúne profissionais de várias áreas. O trabalho interdisciplinar acrescenta troca de informações, discussão do caso e objetivos compartilhados. O ATIP propõe organizar o atendimento dessa forma integrada.

Todas as crianças fazem de duas a quatro horas por dia?

Não. Essa faixa consta no documento institucional, mas não deve ser entendida como prescrição universal. Frequência, tempo de sessão, pausas e duração do acompanhamento dependem da avaliação clínica, dos objetivos, da tolerância e da rotina da criança.

Como a evolução é acompanhada?

Por registros das sessões, observação de atividades, instrumentos adequados ao caso e reavaliações relacionadas às metas iniciais. A devolutiva ajuda família e equipe a compreender o percurso e decidir ajustes. Uma classificação funcional não é, por si só, uma medida de melhora.

O ATIP garante um resultado específico?

Não. Respostas à reabilitação variam conforme condição clínica, contexto e intervenção. As metas são individuais e podem incluir aquisição de habilidades, participação, conforto ou manutenção de capacidades, sem promessa de cura ou de um resultado igual para todas as crianças.

Os estudos citados comprovam o método completo?

As referências apresentadas estudam componentes e intervenções específicas. Seus resultados não validam automaticamente toda a combinação denominada ATIP. Consulte a seção de fundamentos para identificar o alcance de cada estudo e distinguir documentação institucional de pesquisa publicada.

O atendimento é coberto pelo meu plano de saúde?

Esta página não determina cobertura nem confirma convênios. Solicite à unidade as informações do atendimento e consulte sua operadora sobre a documentação e a análise aplicável ao seu caso.

Como iniciar e quais documentos levar?

Entre em contato com a unidade para orientação sobre avaliação, disponibilidade e documentos. Relatórios anteriores e informações sobre desenvolvimento e rotina podem contribuir para a conversa inicial; a unidade informa o que é necessário em cada situação.

O próximo passo
começa com uma escuta.

Famílias, profissionais e operadoras podem entrar em contato para conhecer a abordagem, consultar uma unidade ou solicitar informações institucionais.

WhatsApp institucional: (62) 98471-3253 (nova aba)

Ao abrir WhatsApp ou Instagram, você acessa um serviço externo. Evite enviar dados de saúde em uma primeira mensagem; solicite orientação sobre o canal adequado.

Rede Silvana Vasconcelos de Reabilitação

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